Catálogo
Livros
3 livros publicados
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ROMANCE FILOSÓFICO · 2025
O anacoreta
Inácio Silveira era um homem comum. Um escriturário de meia-idade, marido e pai, afogado na mediocridade de uma existência burocrática. Um dia, sem avisar a ninguém, ele abandona tudo: o emprego, a família e a cidade de Maringá (onde todo o enredo acontece). Inácio desaparece na densidade de uma erma floresta nos arredores da cidade, ao passo que todo o livro é um grande mistério para justificar os motivos pelos quais ele toma essa escolha.
Os anos de uma rotina claustrofóbica no escritório de contabilidade, onde Inácio se refugiava em goles secretos de whisky e leituras de textos proibidos, forjaram nele uma angústia silenciosa. O presente romance possui um viés existencialista que mergulha na tratativa de descrever causos, símbolos e lendas urbanas da cidade de Maringá. A Catedral Basílica, por exemplo, não é apenas um marcante local histórico da cidade, mas também onde transcorrem desesperos e inquietações; a antiga linha do trem carrega o peso de segredos e encontros furtivos; praças e árvores centenárias da cidade ganham justificações alegóricas e guardam as memórias e os pequenos dramas que, entrelaçados, constroem a mitologia afetiva de Maringá e a psique de seu protagonista, o anacoreta.
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DISSERTAÇÃO DE MESTRADO · 2024
A liberdade intelectual em Schopenhauer
O presente estudo cumpre o papel de estabelecer uma visão cética em relação às conclusões soteriológicas da filosofia de Schopenhauer, atacando de modo veemente e radical as ideias de santidade e negação da vontade, ideias essas, em geral, muito bem-vistas e tratadas com extrema moderação pelo filósofo. Trata-se, portanto, da tentativa de aproximar santos e negadores da vontade de loucos e insanos, ampliando a concepção de loucura do próprio Schopenhauer da parte de sua filosofia Estética, também para a parte de sua filosofia Ética. Para cumprir com tais objetivos, o presente escrito põe Schopenhauer contra Schopenhauer, partindo do pequeno e não muito desenvolvido conceito de liberdade intelectual (anunciado na obra “Sobre a liberdade da vontade”, de 1838) para iluminá-lo por toda a obra do filósofo e em especial para investir contra suas referidas conclusões soteriológicas.
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ROMANCE · 2019
A sinceridade como causa e efeito
“A sinceridade é um defeito essencial”. Para Hugo Sanches, excêntrico professor universitário de filosofia e personagem central da obra, ser sincero é requisito mínimo para se colocar no mundo de maneira consciente e ativa. Supervalorizando a sinceridade, Hugo, toma por objetivo colocar o “ser sincero” antes de tudo em suas relações pessoais. Disposto a investigar a maneira sincera de se sobrepor no mundo, o personagem chega a situações absurdas e irreversíveis, porém isso não se torna impedimento para que ele continue cada vez afundando-se mais em sua tragédia. A narrativa que traz à tona a filosofia de Arthur Schopenhauer, Friedrich Nietzsche, Erasmo de Roterdã e diversos outros conceitos filosóficos clássicos, ao mesmo tempo que desvenda os medos e anseios do protagonista, convida o leitor a uma viagem interior na busca de respostas sobre amor, morte, ética, moral, etc. “A Sinceridade Como Causa e Efeito” é um singular tratado filosófico que se utiliza da linguagem literal para firmar um pensamento instigante. Considerando as diversas possibilidades e formas sobre como pensar, agir e ser, o autor busca compor com elementos de fácil interpretação que soem universalizantes e intrigantes. Sorrindo, filosofando e as vezes mentindo, Hugo Sanches não promete nada além de sinceras decepções.